Eu já procurei o título desse post no Google umas 1000 vezes, só mudando a idade, 21, 23…Agora que estou chegando perto dos 30, essa mudança de idade na pesquisa está se tornando desesperadora.

Nós da geração que está ficando velha (oi, irmãos Millennials) fomos criados para sermos algo, sermos os melhores sempre, sabermos das coisas. Pelo menos acreditávamos nisso quando criança. Crescemos e percebemos que quanto mais velhos mais perdidos ficamos.

Eu acho que comecei a me perder no início da faculdade. Eu falo que a vida foi me levando até onde cheguei. Já quis ser advogada, trabalhar com moda, jornalismo, fotografia e outras mil coisas, mas a publicidade surgiu como uma opção inocente, ou seja, portas foram se abrindo e eu fui entrando sem questionar muito se era realmente aquilo que queria. Não que eu não me encaixe onde estou hoje, só não estou tão realizada assim.

“Tá tudo bem ser mediano” você diz. Agora faz o meu cérebro entender isso, por favor.

Sermos medianos. O medo de toda uma geração. O meu maior medo e o que luto todos os dias. Sou o que consideram multipotencial, mas sendo sincera: é uma mer** ter multi potencialidades. Eu amo várias áreas, gosto de aprender sobre tudo e não consigo me aprofundar em nada, ser a melhor em nada. Sou mediana em tudo. 

Tenho amigos que “só” escrevem, mas fazem isso de um jeito único. Outros que “só” fotografam, mas encantam com seus retratos. “Só” desenham, mas são muito fod** fazendo isso. “Só” fazem criação publicitária, mas são muito bons nisso e se sentem realizados.

Eu sou uma eterna descontente com todas as coisas que faço e gosto. Começo algo e depois de um tempo aprendendo sobre, já vejo outros 300 que também quero aprender. Como se eu tivesse déficit de atenção de hobbies. Me pergunto se um dia vou conseguir escolher entre todas as coisas que sou quase boa, seguir com ela até não ser mais mediana, sem aquele sentimento de perda pelas oportunidades de aprender sobre outros assuntos.

Você deve estar se perguntando: “Ok, lindo todo esse blá blá blá, mas cadê a solução?”. Se espera que eu dê alguma, me desculpe te fazer ler até aqui, mas eu não tenho nenhuma para oferecer. Só quero compartilhar meus sentimentos com você (que pode ter chegado aqui fazendo a mesma pesquisa que já fiz 1000 vezes) e te dizer que você não está sozinho.