resenha fahrenheit 451 livro

Fahrenheit 451 foi um livro que ficou alguns meses na minha lista de leitura, sempre deixava para depois. Não tinha visto nenhuma sinopse ou resenha sobre ele, o que me chamava a atenção era a capa (diga-se de passagem, MARAVILHOSA) e por ser um clássico das distopias.


Depois que li minha primeira distopia, viciei em livros assim. Quando li a sinopse de Fahrenheit 451 achei muito interessante e resolvi colocar como meta de livro de 2018. E pelo acaso ou destino, peguei para lê-lo na época das eleições. Não podia ter escolhido a melhor ou a pior época. Afinal, estava bem no turbilhão e putaria eleitoral: fake news, terra plana, livros de histórias são uma mentira e Ditadura Militar não existiu. Queria esfregar as palavras contidas nele nas pessoas. Até tirei uma foto de uma passagem do livro e coloquei no meu Instagram (segue lá!)


Este livro foi publicado em 1953, mas parece que Ray Bradbury já sabia o que ia acontecer em 2018. O futuro de Fahrenheit 451 é tão distante, mas tão parecido do nosso presente. Basicamente, os bombeiros desse futuro não apagam mais incêndios, mas sim queimam livros e bibliotecas. Ter livros em casa se torna um crime tão horrível quanto matar alguém. As pessoas tem medo da informação contida neles. Até a bíblia se torna pecado. E o grande passatempo das pessoas agora são TVs interativas, que são instaladas por toda a casa. Você não tem muita escolha e é vigiado até dentro da sua casa.


O grande blow our mind dessa história e da época das eleições, é que o livro fala sobre a alienação de uma sociedade por falta de informação, já que as informações contidas nos livros eram consideradas indecentes, pecaminosas e inteligíveis e sua única fonte de informação “confiável” era a mídia televisiva (que para nossa realidade se tornou o Whatsapp). E também sobre como a mídia molda a realidade para se encaixar no que o Estado e grandes corporações querem (Alô, fake news). Acho que se todo o Brasil tivesse lido esse livro em 2018, as eleições poderiam ter sido melhores (e eu nem tô falando do resultado final).

Este livro já entrou para o pódio das minhas distopias. Esse pódio não tem 1º, 2º ou 3º, porque não consigo definir, mas posso afirmar que são os melhores livros que li. Admirável Mundo Novo (foi minha primeira distopia), Os contos da Aia e o mais novo integrante: Fahrenheit 451.

Já passou as eleições, mesmo assim, acho que ele deveria ser leitura obrigatória. Ele é de fácil entendimento, é uma realidade bem próxima da nossa. Não é como Admirável Mundo Novo, que você precisa de uma certa imaginação para conseguir construir esse mundo na sua mente.

Recomendo para todos. Tem um filme de 2018, mas ele é bem diferente do livro. Então, leiam!

Se você já leu, deixe nos comentários o que achou do livro. Vamos montar um clube de leitura por aqui ;D