Queria ser a mina do textão. Nasci no Dia Internacional das Mulheres, essa é uma grande oportunidade de fazer uma selfie pensadora com um texto inspirador, enorme e que conte como é maravilhoso ser mulher e difícil ser mulher e estar aqui, agora.

Pensei muito em que post para fazer no meu aniversário. Pensei no clássico: 24 coisas que aprendi com 24 anos. Ou como um ano faz diferença em nossa vida. Mas tudo isso seria vazio e mentira. Como eu posso falar sobre coisas que eu aprendi e que me tornei com 24 anos, se eu ainda estou tentando entender o que sou e vim fazer aqui na terra?
Eu entrei em um processo de autoconhecimento muito louco e ele não chegou a um fim, longe disso. Eu não sei mais o que sou eu, o que é meu ego, o que são meus gostos. Tô na maior crise de identidade da vida (minha vida é uma crise de identidade, ok, mas agora tá pior). Tenho vontade de jogar todas as minhas roupas foras e começar do zero. Quero jogar todos os trabalhos que fiz fora, começar do zero. E eu não sei o que pretendo ser é o que eu realmente sou ou o que eu acho que eu sou. Confuso? Então…

Além de não ser a mina do textão, não sou a mina das fotos nas mídias sociais. Queria mesmo em datas comemorativas (namoro, aniversário, luto, etc). Tirar aquela foto, postar e expressar aos milhões de amigos/seguidores como é maravilhosa essa data. Porém quando tiro essa foto (se tiro, porque normalmente esqueço), simplesmente guardo para mim. Ao invés de textão vou e dou um abraço na pessoa e um simples “parabéns, obrigada por estar aqui comigo”. E eu sinto que fazendo isso estou perdendo algo, como se a memória daquele dia escorresse pelas minhas mãos.

Poderia ter sido um texto inspirador, poderia. Mas é isso ai que eu estou. Desculpem pelo pior post que vocês poderiam ler!
E que venham mais 24 anos (e muito mais).